" A História é êmula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro." ( Miguel de Cervantes )

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Músicas Épicas - A Internacional

A Internacional (em francês: L'Internationale) é um famoso hino socialista, sendo também uma das canções mais conhecidas de todo o mundo.

A letra original da canção foi escrita em francês em 1871 por Eugène Pottier (1816-1887), que havia sido um dos membros da Comuna de Paris. A intenção de Pottier era a de que o poema fosse cantado ao ritmo da Marselhesa. Em 1888, Pierre De Geyter (1848–1932) transformou o poema em música.

A Internacional se ganhou particular notoriedade entre 1922 e 1944, quando se tornou o hino da União Soviética. Desde então, foi traduzida em inúmeros idiomas. A canção é tradicionalmente cantada com o punho fechado ao ar. Apesar de estar associada aos movimentos socialistas, A Internacional também serve de hino para comunistas, social democratas e anarquistas.


Composição


A Internacional foi composta em 18 de Junho de 1888 por Pierre Degeyter, operário anarquista de origem belga fixado com a sua família na cidade francesa de Lille. Naquele dia fora oferecido a Degeyter um livro de poemas de Eugéne Pottier, operário francês também anarquista, membro da Comuna de Paris durante a qual foi eleito maire do 2.º Bairro de Paris. Após o sangrento esmagamento da Comuna, em cuja defesa participou, Pottier partiu para o exílio durante o qual escreveria diversos poemas, entre os quais o que viria a constituir a letra de A Internacional.

É fundamentalmente a partir de 1896, após a realização do congresso do Partido Operário Francês realizado nesse ano em Lille e durante o qual foi tocado e cantado, que o hino se espalha por toda a França e pela Europa através dos delegados estrangeiros presentes.

Difusão d'A Internacional


A Internacional tornou-se o hino do socialismo internacional revolucionário. Seu refrão: C'est la lutte finale./Groupons-nous et demain/L'Internationale/Sera le genre humain, que, traduzindo livremente, signfica, "Esta é a luta final./Vamos nos juntar e amanhã/A Internacional/Irá envolver toda raça humana" (a tradução mais usual costuma ser:Bem unidos façamos, / Nesta luta final, / Uma terra sem amos /A Internacional). A Internacional foi traduzido para várias línguas. Tradicionalmente é cantado com a mão esquerda levantada.

Em muitos países europeus, a canção foi considerada ilegal no início do século XX por causa de imagem comunista.

A versão em russo serviu como hino da União Soviética de 1917 a 1941, quando foi trocada pelo Hino nacional da União Soviética por Stalin e também foi usada como hino do Partido Comunista da União Soviética. Foi traduzida originalmente por Aron Kots (Arkadiy Yakovlevich Kots) em 1902 e impressa em Londres na revista de imigrantes Zhizn (Vida). A primeira versão russa consistia em três versos e o refrão. Mais tarde foi aumentado e algumas palavras foram trocadas.

A Internacional não é cantada apenas por comunistas mas também por socialistas (em muitos países) ou social-democratas, e os anarquistas que a mantem na integra, sem cortes como outras vertentes fazem. Em A Revolução dos Bichos de George Orwell, a canção recebe uma paródia.

A Internacional como hino


A Internacional serve de hino a vários partidos políticos em todo o mundo todo. Em Portugal, A Internacional é o hino dos partidos Socialista e Comunista, além da Juventude Socialista.

No Brasil, é a canção oficial do Partido Comunista Brasileiro. Os anarquistas brasileiros também o adotam. Porém, diferentemente dos comunistas, mantêm a versão original da tradução de Neno Vasco para o verso "Messias, deus, chefes supremos", ao invés de "Senhores, patrões, chefes supremos". O verso é suprimido na versão do Partido Comunista para evitar conflitos com alas da Igreja Católica que o apoiam. no Brasil foi gravada pela banda paulista de punk rock Garotos podres, cujo vocalista é doutor em história e estudioso dos escritos de Karl Marx.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Filme Stalin: O Homem de Aço - 1992 HBO

: A trajetória de Josef Vissarionovic Dzjugasjvili, mais tarde conhecido como Stalin ("homem de aço", ou "feito de aço"), pseudônimo sugerido pessoalmente por Lenin. 

Nasceu na Geórgia, na cidade de Gori, em 21 de dezembro de 1879, filho de um sapateiro e uma lavadeira. Stalin tinha mais 3 irmãos, que morreram ainda na infância. Sua vida era muito difícil, era mal tratado e surrado com frequência por seu pai, um alcoólatra cujos sonhos jaziam despedaçados. 

Sua mãe sonhava com um futuro melhor para seu filho e conseguiiu matriculá-lo numa escola paroquial e mais tarde em um seminário em Tblilisi. Esperava que ele fosse um padre. 

Mas Stalin desde cedo percebeu que pertencia a uma classe inferior, e passou a odiar todos os ricos latifundiários locais, que tinham todos os privilégios. 

No seminário, notou que havia uma atmosfera de revolta e teorias diferentes, coisa que logo o atraiu. Após envolver-se em alguns movimentos sociais, foi expulso de lá. 

Porém, o homem que um dia seria o "homem de aço", não desistiu. 
A Alemanha havia declarado guerra à Rússia, em 1914, e o czar enviou seu exército ao front, com as bênçãos da Igreja Ortodóxica. O exército russo, mal preparado, sofria baixas terríveis. Isto, aliado à fome que perseguia a população, provocou a queda da dinastia dos Romanov, que dominava a Rússia há 200 anos. 

O governo que se seguiu não conseguiu resolver os imensos problemas do país; Lenin o chamava de "burguês", e dizia ao povo, em seus discursos, que o governo deveria estar nas mãos dos comunistas. 
Em outubro de 1917, os comunistas tomam o poder, com Lenin na liderança. Mais tarde, em 1924, Lenin morre, deixando um espaço aberto para Stalin, cujo único concorrente à altura era Trotsky, considerado o nº 2 da revolução.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Soldados da 2ª Guerra Mundial encontrados 60 anos depois !

Estas fotos foram tiradas em alguns países da Europa e principalmente na Alemanha e são referentes á centenas de corpos de soldados Alemães e Russos  provenientes das últimas batalhas pela tomada de Berlim  por parte do Exército Vermelho, consolidando assim o fim do  3ª Reich !

Analisando essas fotos podemos fazer uma reflexão de quão brutal foi essa guerra !

Dirceu Lima Jr - Autor


Oficial das Tropas de Assaldo da SS ( Note a caveira da SS na ombreira da farda )


Medalhas de oficiais do Exército Vermelho da União Soviética


Metralhadora alemã apelidada de " Lurdinha" pelos soldados Brasileiros


Ossada de um soldado Nazista ainda com o capacete


Munição, navalha e outros objetos pessoais 


Metralhadora usada em trincheiras em ótimo estado


Faca


Apito


Acessórios em ótimo estado junto á um cadáver











Metralhadora encontrada em pântano




Arqueólogos em escavação




Minas terrestres ainda com pode de destruição

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HISTORY CHANNEL - O Juramento de sangue de Hitler


A Religião sempre teve um papel proeminente em todas as civilizações de todas as épocas da humanidade!
Algumas voltadas para a paz e para a evolução humana , outras voltadas para segregação, domínio, ódio e intolerância através do fanatismo .


Um dos maiores exemplos de fanatismo exacerbado e controle mental em massa foi o Holocausto ocorrido na Segunda Guerra Mundial através da "religião" Nazista !


Muitos não sabem , mas as bases sob as quais Hitler se apoiava eram crendices, ocultismo e busca por uma mitologia inexistente que provaria ser a raça ariana , a “Raça Mãe” pura que deveria tomar o controle de todo o mundo !


 E ele quase conseguiu, com a ajuda de multidões controladas pelas técnicas de persuasão aprendidas por ele, técnicas essa ensinadas por um mágico chamado Erik Jan Hanussen e que por surpresa de todos seria descoberto como um Judeu.


O Documentário a seguir aborda a histeria coletiva alimentada por crenças ocultistas, mitologia nordica ,  fanatismo em massa , Culto a personalidade,  e seus efeitos sobre a sociedade moderna , afinal o presente é feito pelo passado!


Dirceu Lima Jr - Autor














segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O ùltimo Repórter Esso !

O Repórter Esso terminou suas transmissões em 31 de dezembro de 1968.

 Na última edição, transmitida pela Rádio Nacional e pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, a partir das 20:25 da noite, o radialista Guilherme de Sousa fez a identificação da emissora e dando a hora certa, antes de anunciar: "Alô, alô, Reporter Esso! Alô!" Ao som das tradicionais trombetas, o locutor Roberto Figueiredo entrou no ar, noticiando sobre as festividades do ano novo (1969); o pronunciamento do presidente Costa e Silva sobre o momento nacional e a instituição do AI-5, além do mesmo assinar decretos sobre o setor financeiro; a condenação de Israel por parte das Nações Unidas pelo atentado contra o Líbano; a Missa de Ano Novo realizada pelo Papa Paulo VI; a previsão do tempo nas principais cidades do país; e as principais notícias dadas pelo Repórter Esso em 27 anos de atividade. Durante a leitura desta última, Roberto Figueiredo começou a chorar e se emocionar, chegando a um ponto em que o locutor reserva Plácido Ribeiro, que estava no estúdio na hora do noticiário, seguiu a leitura. Roberto tentou se recompor e, aos prantos, encerrou o último Repórter Esso, desejando uma boa noite e um feliz ano novo.

Na televisão, o noticiário foi apresentado pela última vez em 31 de dezembro de 1970 na TV Tupi e na TV Record.


O Repórter Esso (também conhecido como O Seu Repórter Esso) foi um noticiário histórico do rádio e da televisão brasileira. Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil que não se limitava a ler as notícias recortadas dos jornais, pois as matérias eram enviadas por uma agência internacional de notícias sob o controle dos Estados Unidos da América. O repórter Esso era patrocinado por uma empresa estadunidense chamada Standard Oil Company of Brazil, conhecida como Esso do Brasil. Os locutores que fizeram maior sucesso no noticioso foram: Gontijo Teodoro, Luiz Jatobá e Heron Domingues. Os slogans mais famosos eram: O Primeiro a Dar as Últimas e Testemunha Ocular da História.

O programa radiofônico trouxe para o radiojornalismo brasileiro, a informação por ele divulgada não era apenas notícia, mas se constituía, também, em informação dirigida, em propaganda político-ideológica, produzindo e construindo sentido e com alvo certo: o governo e determinados segmentos da sociedade brasileira. A Segunda Guerra acabou depois que o Repórter Esso noticiou, célebre frase de um jornal da época exprime a importância e credibilidade que o Repórter Esso conquistou. A primeira transmissão ocorreu na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1941, iniciando a cobertura do Brasil na Segunda Guerra Mundial.[2] Antes da estreia oficial, o programa havia ido ao ar experimentalmente na Rádio Farroupilha de Porto Alegre.

Na televisão, o noticiário, inicialmente com o nome de O Seu Repórter Esso, foi apresentado de 10 de abril de 1952 até 31 de dezembro de 1970 na TV Tupi.[1]

 História

Getúlio Vargas.O programa inicialmente foi criado para fazer a propaganda da guerra americana direcionada ao povo brasileiro. Iniciou sua atividade em 1941 apoiado pelo presidente Getúlio Vargas e sob a orientação do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP. Foi um dos primeiros sintomas da globalização das comunicações: o pacote cultural-ideológico dos Estados Unidos incluía em suas várias edições diárias, uma síntese noticiosa de cinco minutos rigidamente cronometrados, a primeira de caráter global, transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio, constituindo-se na mais ampla rede radiofônica mundial.

A primeira transmissão do programa se deu no dia 28 de agosto de 1941. O Repórter Esso se especializou em divulgar principalmente notícias ligadas ao modo de vida americana da época, conhecida como American way of life. Os informes traziam ainda aos ouvintes a evolução das guerras travadas pelos Estados Unidos em todas as partes do planeta.

Realizou ampla cobertura da Guerra da Coréia em 1950, enviando correspondentes para o campo de batalha. Além das guerras, o programa radiofônico dava bastante ênfase às notícias de autoridades, notáveis, estrelas e astros de cinema e feitos científicos norte-americanos. O Repórter Esso não informava notícias da Europa, da Ásia e da África se não houvesse interesses norte-americanos envolvidos.[1]

Noticiou com exclusividade o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 pelo fato de a empresa patrocinadora ter amplo trânsito no Palácio do Catete. Em 1957, informou com grande ênfase a explosão da Bomba de Hidrogênio. Em 1959 informou que Fidel Castro vencera a Revolução Cubana reforçando o avanço do perigo comunista na América Latina.[1]




Nota: O choro de Roberto Figueiredo é uma homenagem á todos os apaixonados pela História !

Músicas Épicas - A Cavalgada das Valkirias de Wagner.

Wagner também tinha idéias anti-semitas. Esse fato associado à história de Hitler faria Wagner parecer o idealizador do nazismo no século XVIII, o que não é verdade. Uma frase muito sábia explica as idéias anti-semitas de Wagner: “O homem é fruto de seu tempo.”

Na época de Wagner, os judeus eram odiados na Alemanha. Ter idéias anti-semitas era considerado normal. Tão normal que o nazismo de Hitler nasceria anos depois.

Mas que as músicas de Wagner foram a fonte de inspiração para o Nazismo , isto é fato!

 

Nota ao leitor: Nem sempre a música está associada á coisas boas !

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Curiosidades: Piloto da 2° Guerra Mundial é encontrado mais de 60 anos depois !



A história do piloto russo Michail Gavrilov, desaparecido em 1942, encontrado intacto em um pântano russo 68 anos depois impressiona.


Em Abril 1942 o Tenente russo Michail Gavrilov já era um piloto experiente. Havia participado de várias missões com seu IL-2, e abatido várias aeronaves alemãs. Condecorado por bravura em batalhas aéreas, tinha apenas 26 anos de idade, casado e com 1 filho.


As aeronaves Ilyushin IL-2 Sturmovik e seus pilotos são consideradas as que tiveram participação mais decisiva na Segunda Guerra Mundial, sendo cruciais para conter os avanços alemães no front soviético. Durante a Segunda Guerra foram fabricados mais de 36.000 IL-2, tornando-o o modelo de avião de guerra mais produzido da história. Sua cabine não era blindada, o que ressaltava ainda mais a coragem e heroísmo de seus ocupantes.


E aquele 30 de Abril de 1942 foi um dia comum no front soviético, novamente vencido pelos Sturmovik IL-2 e seus corajosos pilotos, que abateram 36 aviões alemães, e perderam apenas 9.


Porém, uma destas perdas permaneceu envolta em mistério durante décadas. O IL-2 de Gavrilov, após reportar uma situação de ataque a um acampamento inimigo na região de Demyannsk, simplesmente desapareceu. Os restos da aeronave nunca foram encontrados. Teria sido o avião capturado ? Teria Gavrilov desertado ?


Em Abril de 2010, um grupo de militar de sondagem que trabalhava na região encontrou um caça russo “enterrado” em um pântano, e após vários dias de escavação esclareceu mais um fragmento da História da Segunda Guerra Mundial: O IL-2 de Gavrilov e seus restos mortais, extremamente bem conservados após 68 anos de espera.


O Tenente Gavrilov ainda vestia sua Farda, Capacete e Botas de batalha, mas não estava com sua Identificação, Arma, Pára-quedas e nem Relógio, o que significa que o avião foi encontrado logo após abatido e saqueado.

A identificação do Tenente foi feita pelo Código do avião, Número de Série do motor e pelo fato de estar ocupando a cabine do piloto da aeronave.


Hoje supõe-se que ao atacar o acampamento inimigo, o IL-2 de Gavrilov foi atingido por uma bateria anti-aérea, obrigando-o a fazer um pouso forçado.


A resposta se Gavrilov morreu durante o pouso ou se foi executado em solo pelos alemães será dada pelos peritos. Um triste fim para um importante membro da mais corajosa equipe de pilotos da Segunda Guerra.


O caso de Gavrilov não foi o único. Em 2008 o piloto Boris Lazarev foi encontrado em sua aeronave durante sondagens de uma empresa de Topografia.


Os pântanos europeus possuem alta concentração de Tanino, que inibem a proliferação de bactérias. Por isto os corpos são naturalmente “mumificados”, permanecendo intactos durante centenas de anos.